A fatura de energia elétrica do mês de julho já reflete os efeitos do verão amazônico no orçamento dos consumidores de Manaus. Em alguns casos, por exemplo, a conta subiu até 37,5%.
No período, marcado pela redução das chuvas e pelo aumento das temperaturas, o uso de aparelhos de climatização é mais frequente e pesa no bolso dos consumidores.
Na casa do advogado Marcelo Melo, o impacto já foi sentido. A conta de energia passou de R$ 800 para R$ 1.100 em apenas um mês. Um aumento de 37,5%.
Mesmo usando o ar-condicionado apenas durante a noite e adotando medidas para economizar energia, ele se surpreendeu com o valor da fatura.
Quando o valor da conta foge do padrão de consumo, o consumidor pode pedir esclarecimentos e até contestar a cobrança.
O chefe de Departamento de Atendimento do Procon Amazonas, Neto Amorim, orienta que o primeiro passo é solicitar uma revisão diretamente à concessionária.
O Procon reforça que o consumidor tem direito à informação clara e transparente sobre todos os valores cobrados na conta, além de atendimento para esclarecimento de dúvidas. Caso a resposta da concessionária não seja satisfatória, é possível procurar o órgão de defesa do consumidor e, se necessário, recorrer ao Poder Judiciário.
Em nota, a Âmbar Energia informou que as tarifas de energia não são definidas pela distribuidora, mas regulamentadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica, a Aneel.
A empresa destaca que a bandeira tarifária amarela está em vigor neste mês e durante o verão amazônico. A concessionária orienta os consumidores a adotarem hábitos de uso consciente para evitar desperdícios.