Muitas pessoas trocam o cigarro convencional pelo cigarro eletrônico, por acharem a tecnologia menos "ofensiva". Mas, o que a maioria não imagina, é que podem estar sujeitos à riscos ainda maiores.
Estudos da Biblioteca Nacional de Medicina (National Library of Medicine), dos Estados Unidos, apontam número crescente de riscos à saúde bucal associados aos cigarros eletrônicos, com ligações ao câncer bucal.
Segundo o Cirurgião-Dentista e embaixador da S.I.N., Sérgio Lago, o aerosol liberado pelos cigarros eletrônicos podem conter compostos cancerígenos.
A preocupação decorre porque como o câncer leva um tempo para se desenvolver, os efeitos do consumo entre o público mais comum, jovens e adolescentes, podem aparecer somente daqui a alguns anos.
De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de boca já está entre os tumores que mais crescem no país, com mais de 15 mil novos casos por ano (2023-2025).
Mesmo com a proibição da venda do produto no Brasil, estabelecida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, os cigarros eletrônicos mantêm a circulação em ambientes informais.
Frequentemente associados a sabores adocicados, os cigarros eletrônicos trazem uma sensação de segurança, quando comparado ao tabaco. Entretanto, o Cirurgião-Dentista ressalta que o uso não deve ser considerado seguro:
Especialistas alegam que o diagnóstico precoce do câncer bucal, eleva as chances de sucesso do tratamento, principalmente quando aliado a atenção à alguns sintomas apresentados por pessoas que utilizam cigarros eletrônicos, como feridas na boca que não cicatrizam, dor persistente para engolir, rouquidão ou mudança na voz por mais de 15 dias e caroços no pescoço.