Por Jefferson Ramos
O senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL, voltou a fustigar o Supremo Tribunal Federal (STF) ao pedir o impeachment do ministro Alexandre de Moraes na noite desta segunda-feira, na Ponta Negra, zona Oeste de Manaus.
Do carro de som, durante o “Bloco do 22”, que ocupou toda a extensão da orla da Ponta Negra, Flávio provocou Lula e disse que o petista não dá a mínima para a Amazônia, em referência à fumaça oriunda de incêndios florestais que assola a capital amazonense há mais de dez dias.
Flávio, porém, ignorou os esforços federais com 16 aeronaves — sendo dois KC-390, com capacidade para lançar até 19 mil litros de água por decolagem — e mais de 400 brigadistas, que auxiliam as forças estaduais no combate aos incêndios florestais.
PONTA NEGRA 2010 A FLÁVIO BOLSONARO
O deputado federal Nikolas Ferreira, o mais votado do país, sinalizou que, se Flávio ganhar a eleição, ele voltará à cidade ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do candidato. Bolsonaro foi preso por tentativa de golpe de Estado e por tramar a morte de Lula.
O ministro Alexandre de Moraes foi o relator da ação penal que resultou na condenação de Bolsonaro. Moraes também foi alvo de manifestantes que simulavam o ministro dentro de uma jaula.
PONTA NEGRA 2010 B NICOLAS FERREIRA
O “Bloco do 22” trouxe a Manaus nomes da direita como Nikolas Ferreira, o deputado federal eleito por São Paulo Lucas Pavanato e o também deputado federal Zé Trovão. A multidão percorreu toda a Ponta Negra até próximo ao Anfiteatro, acompanhada por um trio elétrico de onde Flávio Bolsonaro e a candidata ao governo do Amazonas, Maria do Carmo, acenavam para o público.
A campanha de Maria do Carmo projeta que o ato reuniu 150 mil pessoas.
Foto: Chamel Flores.