O garimpo ilegal na Amazônia passou a ser controlado por organizações criminosas e facções armadas, com ligação com o tráfico de drogas e de armas.
O alerta foi feito nesta segunda-feira (19) pelo Ministério Público Federal (MPF), durante uma conferência da Organização das Nações Unidas, em Viena, na Áustria.
Segundo o MPF, mais de 90% da área de garimpo ilegal no Brasil está concentrada na Amazônia Legal.
A instituição defende ampliar o combate para atingir não apenas os garimpeiros, mas também financiadores e pessoas que facilitam a atividade criminosa, com bloqueio de recursos, combustível, mercúrio e maquinário.
O MPF também destaca os impactos do mercúrio sobre os povos indígenas. Estudo da Fiocruz citado pela instituição aponta níveis severos de contaminação em 56% das mulheres e crianças Yanomami de Maturacá, no Amazonas.
Entre as medidas defendidas estão o rastreamento da origem do ouro, o uso de tecnologia para identificar a procedência do minério e o fortalecimento da cooperação internacional contra o crime organizado.