A tecnologia e a cooperação entre países são apontadas como caminhos para dificultar a circulação de minérios extraídos ilegalmente na Amazônia.
O assunto foi discutido em um encontro promovido pela ONU e pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, em Bruxelas, na Bélgica.
Durante o evento, o Ministério Público Federal apresentou dois casos investigados no Brasil: a apreensão de mais de 103 quilos de ouro em Roraima, avaliados em 54 milhões de reais, e um esquema de extração ilegal de cassiterita na Terra Indígena Yanomami.
Segundo o órgão, o controle atual ainda depende, principalmente, das informações declaradas pelos vendedores, o que dificulta identificar a origem real dos minérios.
O Ministério Público defende ampliar o rastreamento com análises periciais, bancos de dados geológicos e troca de informações entre países, inclusive para combater o comércio ilegal de estanho.