Depois de uma semana corrida, muita gente acredita que descansar é maratonar filmes, séries ou passar horas nas redes sociais.
Mas, segundo especialistas, essas atividades nem sempre permitem que o cérebro se recupere de verdade.
Entre os adolescentes, essa realidade é frequente. Muitos reconhecem que têm dificuldade para se afastar do celular até nos momentos de descanso.
A experiência, entretanto, não se limita apenas a uma faixa etária. Muitos adultos também sofrem do mesmo problema.
A neurocientista, Carol Garrafa, explica que, apesar de serem prazerosas, as atividades ligadas às telas mantêm a mente em atividade, processando informações e respondendo a estímulos o tempo todo.
A hiperconectividade também pesa. Mensagens de trabalho, notificações e o uso constante do celular podem fazer com que a pessoa comece uma nova semana já cansada. A neurocientista explica:
Com as diferentes cargas e dopaminas liberadas durante a semana, o descanso não só, mas principalmente nos fins de semana, se torna muito mais que necessário. Carol ressalta:
De acordo com a neurocientista, Carol Garrafa, as melhores formas de recuperar as energias físicas e mentais, envolvem atividades que conectam o corpo com a mente, como momentos de conexão profunda com pessoas, pausas simples, contato com a natureza, atividade física, leitura, meditação ou simplesmente tempo livre das telas.
No Brasil, a população fica acordada, em média, por 16 horas diárias e quase metade desse tempo é dedicado ao uso de smartphones e computadores.
O levantamento está na pesquisa "Digital 2023: Global Overview Report", realizada pela DataReportal, que comparou o uso de telas em 45 países.