A adolescência é uma fase vista, principalmente, como "rebeldia". Mas muitos sinais de adoecimento mental já costumam aparecer neste período e, segundo especialistas, a mudança de comportamento merece atenção.
Durante o Setembro Amarelo, a necessidade da escuta ativa e de acolhimento para questões de sofrimento emocional entra em foco.
Os adolescentes, conforme dados do Ministério da Saúde, ocupam 84% dos casos de suicídio no Brasil.
O primeiro passo, de acordo com o psicólogo Filipe Colombi, é perceber que alguma coisa mudou. Ele explica como dialogar sem transformar tudo em cobrança:
O psicólogo ressalta que falar sobre problemas mentais também é importante, para o filho saber que pode buscar ajuda com os pais:
Mais tempo no quarto, irritação, vontade de ficar sozinho ou menos conversa com a família podem fazer parte dessa fase. Mas, quando essas mudanças se tornam persistentes e começam a afetar a rotina, é hora de observar com mais cuidado.
Filipe afirma ainda que nem todo isolamento, na adolescência, é sinal de problema.
No processo de formação, tanto das crianças quanto dos jovens, a escola tem papel essencial.
Segundo o especialista em administração, neurociência e psicologia, Gleyson Santos, as instituições de educação devem formar uma rede de cuidado, entretanto, sem confundir percepção com diagnóstico.
Entre os cinco principais sinais de que o cérebro está pedindo socorro estão: alterações no sono, irritabilidade constante, isolamento social, dificuldade de concentração e esquecimentos frequentes e perda de interesse por atividades antes prazerosas.
A neurocientista Carol Garrafa comenta sobre a perda de interesse por atividades antes prazerosas que, para ela, é o sinal que merece atenção redobrada.
No dia 10 de setembro, Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, o principal recado que fica é: prestar atenção e não banalizar a saúde mental.