Os miomas uterinos estão entre os problemas ginecológicos mais comuns entre as mulheres. Tumores benignos que se desenvolvem no útero, podem atingir até 70% das mulheres ao longo da vida. Em muitos casos, não causam sintomas e são descobertos durante exames de rotina.
Para algumas pacientes, a doença pode provocar sangramentos intensos, cólicas, dores pélvicas, anemia e até dificuldades para engravidar.
A indicação de cirurgia depende de uma avaliação individualizada. O tamanho, a localização e a quantidade de miomas, além da idade da paciente, dos sintomas e do desejo de preservar a fertilidade, são fatores considerados pelo médico.
Segundo o ginecologista Carlos Enrique, nem todas as mulheres com miomas precisam passar por cirurgia.
Com os avanços da medicina, novas técnicas cirúrgicas permitem tratar muitos casos sem a retirada do útero. Procedimentos como a miomectomia, que remove apenas os miomas e mantém o órgão preservado, podem ser uma alternativa para pacientes selecionadas.
A funcionária pública Tamily Santos, de 36 anos, foi diagnosticada com miomas aos 24 anos. Ela conta que durante anos conviveu com fortes colicas e hemorragia, com a recomedação inclusive da retirada do útero.
Após passar por inúmeros especialistas, conseguiu fazer a retirada dos miomas e manter o útero preservado.
Além dos sintomas e das opções de tratamento, é importante esclarecer que, apesar de serem tumores, os miomas uterinos raramente se transformam em câncer.
O acompanhamento ginecológico regular permite identificar alterações, controlar a evolução da doença e definir o tratamento mais adequado para cada mulher, incluindo alternativas que preservam o útero quando possível.