O senador Plínio Valério pretende manter a postura de críticar o trabalho de organizações não governamentais (ONGs) que atuam na Amazônia, de defesa da repavimentação da rodovia BR-319 e de propor reforço da Zona Franca de Manaus, com a ampliação de outros segmentos de desenvolvimento em um possível novo mandato.
Nesta segunda-feira (8), Plínio Valério foi o primeiro convidado da rodada de entrevistas com pré-candidatos ao Senado pelo Amazonas no programa do jornalista Daniel Anzoategui, na rádio Difusora.
O senador voltou a reconhecer que entende pouco do modelo Zona Franca de Manaus e da área tributária, mas ressaltou que isso não o diminui como político. Plínio defendeu a manutenção dos empregos gerados pela ZFM, mas apontou a necessidade de se pensar em novas matrizes econômicas.
O parlamentar criticou a atuação das ONGs e acusou as organizações de atuarem como um poder paralelo na Amazônia. Ele ainda disparou contra o presidente do Ibama e propôs a criação de mandatos de até oito anos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Ele anunciou que vai votar para presidente em Flávio Bolsonaro, reconheceu a metodologia científica por trás das pesquisas de intenção de voto, mas reclamou que a divulgação dos dados prejudica os levantamentos.
No encerramento da entrevista, o senador descartou o lançamento de uma chapa proporcional pela federação PSDB-Cidadania. Plínio admitiu a possibilidade de compor com outros partidos na disputa ao governo do Amazonas.
O próximo entrevistado, nesta terça-feira (9), no Programa do Daniel, na Difusora, será o pré-candidato pelo União Brasil, ex-governador Wilson Lima.