O comércio de Manaus prevê aumento entre 8% e 10% nos preços dos produtos durante o mês de novembro.
A alta é influenciada pelos custos do transporte de mercadorias, em meio à estiagem e às dificuldades logísticas na região.
Apesar da preocupação com o bolso do consumidor não há risco de desabastecimento. É o que afirma o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL Manaus), Ralph Assayag:
A estiagem reduz o nível dos rios e pode encarecer o transporte de cargas. Outro ponto de atenção é a chamada "taxa da seca", cobrada por empresas de navegação em determinadas condições, explica Bruno Loureiro, presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA).
Apesar da previsão de aumento para novembro, a expectativa do comércio é de que os preços voltem a se estabilizar no início de dezembro, com a normalização do transporte de mercadorias.
A cobrança da chamada taxa da seca também está no radar do setor produtivo.
Desde o ano passado, a Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) reforçou as regras e passou a exigir análise regulatória e comprovação dos custos extraordinários antes da cobrança da taxa, que só é permitida quando o nível do Rio Negro está abaixo dos 17 metros e 70 centímetros.
As empresas também precisam comunicar a intenção de aplicar a taxa com pelo menos 30 dias de antecedência.
O receio do setor, é que se repita o cenário de 2023, quando a seca histórica provocou dificuldades no transporte de cargas e cerca de um bilhão e 400 milhões de reais em custos adicionais para a indústria amazonense.
Em 2023, o Rio Negro chegou a 12 metros e 70 centímetros. Agora, o setor acompanha a estiagem e os efeitos sobre o frete, que podem chegar ao preço final dos produtos.