Uma multa de 22 milhões de reais é aplicada à Mineração Taboca por contaminação na região da Terra Indígena Waimiri Atroari, em Presidente Figueiredo.
A autuação foi dada pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), que realizou uma fiscalização no Complexo Polimetálico do Pitinga no dia 7 de julho e constatou irregularidades.
Segundo o Ipaam, a Mineração Taboca por lançou efluentes em desacordo com a legislação ambiental.
A operação reuniu equipes do Ipaam, da Agência Nacional de Mineração (ANM), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e representantes do povo Waimiri Atroari, que percorreram áreas indicadas pelos indígenas como mais sensíveis à atividade minerária.
Entre os locais vistoriados está o Rio Tiaraju, afluente do rio Alalaú, onde foram registrados alteração na coloração da água, com aspecto alterado, com elevada turbidez e alteração da coloração.
Os registros fotográficos, audiovisuais e demais levantamentos técnicos integram o processo administrativo conduzido pelo Instituto.
A empresa poderá efetuar o pagamento da multa ou apresentar defesa administrativa no prazo de 20 dias, conforme estabelece o Decreto Federal nº 6.514/2008.