Falhas na estrutura da Igreja Nossa Senhora dos Remédios, no Centro de Manaus, leva órgãos a pedirem a interdição total do santuário.
Segundo relatos de testemunhas à rádio BandNews Difusora FM, no dia 10 de março deste ano, parte da viga da igreja despencou em cima do ar-condicionado, que veio a cair em meio à uma missa.
Na época, a igreja foi parcialmente interdidata no local específico da ocorrência. Porém, os problemas seguiram e a programação de celebrações do templo continuou normalmente.
Na última terça-feira, dia 28 de julho, os fiéis que acompanhavam a missa de 12h também foram surpreendidos com um barulho, dessa vez de parte do teto da igreja. O padre que conduzia a missa, José Alcimar, relata o ocorrido:
Segundo o padre, a celebração continuou após não ser identificado nenhum risco mais grave na alvenaria.
Com o incidente, o Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan) fez uma vistoria técnica no local e emitiu um ofício, junto à Defesa Civil Municipal, para interdição total da igreja de forma imediata, diante da constatação de danos na estrutura de uma das calhas que sustentam o telhado.
Além disso, o Iphan solicitou também uma vistoria técnica da construtora Construmais, empresa contratada na última obra executada, em 2022, pedindo manifestações sobre os serviços realizados.
A última reforma da Igreja foi entregue no dia 27 de junho de 2025 e contou com um investimento de cerca de R$ 1,7 milhão, oriundo de emendas parlamentares da bancada federal do Amazonas.
De acordo com a apuração da redação, as missas diárias na Igreja continuam normalmente na lateral da catedral.
Testemunhas alegam ainda a presença de infiltrações ao redor do templo. Conforme os relatos, em dias de chuva, a água chega a escorrer pelas paredes.
Em nota à BandNews Difusora, o Instituto informou que está em contato com a Arquidiocese de Manaus, a Paróquia Nossa Senhora dos Remédios, a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SEC) e a Defesa Civil Municipal, para preservação da segurança dos usuários da edificação.
A Defesa Civil Municipal de Manaus não se manifestou até o fechamento desta reportagem.
A Arquidiocese também foi procurada, mas também ainda não publicou declaração sobre o assunto.