A Justiça Federal recebe denúncia do Ministério Público Federal contra cinco pessoas e duas madeireiras acusadas de integrar um esquema de exploração ilegal de madeira em Manicoré, no sul do Amazonas.
Com a decisão, os investigados passam a responder a uma ação penal por crimes ambientais, falsificação de documentos e ocupação irregular de terras públicas.
Segundo o MPF, o grupo teria explorado ilegalmente mais de 31 mil metros cúbicos de madeira em uma área de 2.866 hectares de floresta da União e comercializado cerca de 5,8 mil metros cúbicos de madeira sem origem comprovada, utilizando documentos falsificados.
A investigação é um desdobramento da Operação Arquimedes, da Polícia Federal, que identificou fraudes em planos de manejo florestal apresentados ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).
Além das fraudes, a investigação identificou abertura irregular de ramais, exploração florestal fora das áreas autorizadas e continuidade da atividade mesmo após o vencimento das licenças ambientais.
O MPF também pede que os acusados paguem R$ 10,1 milhões como reparação pelos danos ambientais causados.