A estiagem compromete o acesso a 29 das 154 aldeias indígenas atendidas pelo Distrito Sanitário Especial Indígena, o DSEI Parintins, no Amazonas e no Pará.
Cerca de 3.150 indígenas vivem nas comunidades afetadas, número que representa 18,8% das comunidades monitoradas. Em uma das situações mais críticas, na aldeia Lírio do Vale, em Maués, os moradores estão isolados e precisam caminhar cerca de 1h30 até a aldeia Terra Nova para receber atendimento de saúde.
Das 29 aldeias impactadas, 20 enfrentam dificuldades parciais de acesso. A navegação ainda é possível, mas somente com embarcações menores. Em outras 8 comunidades, a situação é considerada severa, com os baixos níveis dos rios dificultando ou impedindo a chegada das embarcações utilizadas pelas equipes de saúde.
O DSEI Parintins mantém contato com o Agente Indígena de Saúde (AIS) da comunidade para viabilizar a limpeza de uma área que possa servir como ponto de pouso para aeronaves. A medida é estudada como alternativa para permitir o deslocamento das equipes até a aldeia e manter a assistência à população.
O monitoramento das condições dos rios é realizado semanalmente desde abril. As equipes registram o nível dos rios e as condições de navegabilidade para antecipar os impactos da estiagem e definir alternativas de transporte.
Além da dificuldade de deslocamento, a seca também preocupa pela possibilidade de comprometer o acesso das comunidades a alimentos e outros insumos.
Para enfrentar a situação, o DSEI articula ações com prefeituras do Baixo Amazonas, Defesa Civil, Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Ministério da Saúde e Secretaria de Saúde Indígena (SESAI).