Pouco mais de uma hora depois de o prefeito Renato Júnior responsabilizar o Estado pela crise no transporte coletivo, o governador em exercício, Serafim Corrêa, respondeu.
Em coletiva no Palácio do Governo, Serafim adotou um discurso mais firme do que o habitual e afirmou que a principal dívida do sistema é da Prefeitura de Manaus.
E que esse débito ultrapassaria os 190 milhões de reais.
O Executivo estadual anunciou que vai depositar, em até 24 horas, R$ 18 milhões ao Sinetram.
Segundo o governo, o valor corresponde aos repasses referentes à gratuidade estudantil da rede estadual entre fevereiro e julho deste ano, calculados com base em R$ 2,50 por estudante, conforme estabelece uma decisão liminar da Justiça do Amazonas.
No entanto, o impasse estaria ocorrendo porque o Sinetram defende o pagamento pela tarifa técnica, enquanto o Governo sustentava que deveria cumprir o valor fixado pela decisão judicial.
Enquanto Governo e Prefeitura divergem sobre a origem da dívida, o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região declarou abusiva a paralisação total do transporte coletivo e determinou que o Sindicato dos Rodoviários mantenha em circulação 80% da frota nos horários de pico, das seis às nove da manhã e das cinco às oito da noite, além de 50% dos ônibus nos demais horários.
Em caso de descumprimento, foi fixada multa de R$ 120 mil por hora.