Mesmo incentivadas pela Prefeitura de Manaus, as sete empresas do transporte coletivo municipal devem juntas ao município mais de R$ 520 milhões em impostos, multas ou taxas administrativas.
A dívida é referente 2025 e foi revelada por um levantamento feito pela reportagem da Bandnews Difusora FM ainda no ano passado.
O cálculo também considera as empresas que atuaram no sistema e deixaram Manaus por falência, mas seguem com débitos registrados na dívida ativa de Manaus.
A Via Verde, Vega, Líder, Global, São Pedro, Expresso Coroado e a Integração Rondônia juntas devem pouco mais R$ 140 milhões entre taxas e impostos municipais. Dentre essas empresas, a Global deve mais de R$ 72 milhões, a maior dívida.
As cinco empresas que não atuam mais no transporte coletivo de Manaus somam débitos de R$ 377 milhões. A TransManaus, consórcio de empresas de ônibus, que atuou na capital até 2011, é maior devedora com R$ 100,021 milhões.
No ano passado, em entrevista à Bandnews Difusora FM, o então prefeito de Manaus e pré-candidato ao governo do estado, David Almeida (Avante) afirmou não descartar a realização de uma licitação para atrair novas empresas com liquidez financeira para o sistema de transporte coletivo de Manaus.
A operação é deficitária e só segue em execução por causa de aporte mensal do município que no ano passado atingiu o patamar de R$ 500 milhões.
Segundo o prefeito Renato Júnior, nos primeiros seis meses deste ano, a cidade de Manaus já repassou às empresas mais de R$ 270 milhões e negou estar em débito com o sindicato patronal.