O prefeito Renato Júnior responsabiliza o governo do Amazonas pela deflagração da greve no transporte coletivo e acusa a gestão estadual de deixar de pagar mais de R$ 90 milhões oriundos do Passe Fácil estudantil.
Em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (21), o chefe do Executivo municipal alega que o município está em dia com as empresas do transporte coletivo.
Renato Júnior alega que o governo do Amazonas recorreu à Justiça do Trabalho para deixar de pagar a tarifa técnica, que pode chegar a até R$ 9,00, para pagar somente o valor da meia-passagem. Essa tarifa é volátil, pois considera as oscilações do preço do óleo diesel.
As versões divergem porque o cálculo da prefeitura considera a tarifa mais elevada, enquanto o do governo do estado considera o pagamento apenas do passe estudantil de R$ 2,50.
Na avaliação do governo, o valor devido é menor, de R$ 18 milhões.
Segundo Renato Júnior, o acordo foi assumido pelo governo no âmbito de um convênio, comprometendo-se a pagar a tarifa técnica.
Ainda na mesma ocasião, Renato foi questionado pela BandNews Difusora FM sobre a possibilidade de abertura de uma licitação para contratação de novas empresas.
Ele não rechaçou a ideia, mas indicou que uma nova licitação pode aumentar o valor do quilômetro rodado, que atualmente é o menor do país.
Segundo o governo do estado, a dívida que teria motivado a greve é da Prefeitura de Manaus e seria um débito de mais de R$ 190 milhões.
O governador em exercício, Serafim Corrêa, disse que o débito do estado com as empresas de ônibus é de R$ 18 milhões, referente ao passe estudantil, que deve ser pago em até 24 horas.
Ainda de acordo com o Executivo estadual, a dívida não foi paga nos últimos seis meses porque o Sinetram se recusava a recebê-la, porque tinha como base a tarifa técnica e não a decisão judicial.