Um estudo publicado no portal norte-americano PubMed levantou uma possível ligação entre o uso das chamadas "canetas emagrecedoras" e a redução da durabilidade da toxina botulínica tipo A, popularmente conhecida como botox.
A pesquisa sugere que medicamentos à base de semaglutida e tirzepatida podem encurtar o tempo de ação da substância utilizada em procedimentos estéticos e terapêuticos.
De acordo com os pesquisadores, o efeito médio do botox em aplicações faciais teria diminuído de cerca de 20 para 16 semanas em usuários desses medicamentos. A hipótese é que as mudanças metabólicas e a perda de massa magra provocadas possam interferir na forma como a toxina atua nas terminações nervosas.
A fisioterapeuta dermatofuncional especializada em harmonização corporal e facial, Jacqueline Cortezia explica que, embora sejam necessários mais estudos clínicos para confirmar essa relação, existem mecanismos que podem ajudar a entender o fenômeno.
A possível redução do tempo de ação da toxina também levanta dúvidas sobre a necessidade de ajustes nos protocolos estéticos para pacientes que fazem uso das canetas emagrecedoras.
Especialistas reforçam que qualquer mudança na frequência das aplicações deve ser avaliada individualmente, levando em consideração o histórico do paciente, a resposta ao tratamento e a orientação de um profissional habilitado.