O delegado Marcelo Martins, da Polícia Civil do Amazonas, afirmou nesta sexta-feira, dia 6, que já considera comprovada a ocorrência de crime no caso dos vídeos envolvendo a filha menor de idade do governador eleito Omar Aziz. Segundo ele, a investigação agora busca identificar o grau de participação de cada pessoa envolvida na produção e divulgação do material.
A declaração foi dada após o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na residência da empresária e ex-candidata ao Governo do Amazonas, Maria do Carmo Seffair, do PL, em Manaus.
O caso envolve vídeos que teriam sido produzidos ou divulgados durante a campanha de Maria do Carmo, associando Omar Aziz a acusações de pedofilia. Em um dos materiais, aparece a imagem da filha menor de idade do governador eleito.
Em nota, a defesa de Maria do Carmo denunciou perseguição política e possíveis abusos de autoridade durante a operação. Os advogados afirmam que garantias legais e direitos da advocacia não teriam sido respeitados pelos policiais durante o cumprimento do mandado.
A defesa também questiona o vazamento de informações de uma investigação que corre sob segredo de Justiça. Segundo os advogados, desde o resultado das eleições, a imagem da ex-candidata estaria sendo exposta de maneira deliberada, numa tentativa de prejudicar sua honra.
Os advogados afirmam ainda que Maria do Carmo sempre esteve à disposição para colaborar com as investigações e identificar os verdadeiros responsáveis pela divulgação dos vídeos. A professora nega envolvimento no caso e diz estar tranquila e confiante em sua inocência.
Na última terça-feira, dia 3, a professora compareceu à delegacia e entregou um celular e um tablet. Mas, segundo as informações sobre a investigação, os aparelhos não teriam sido suficientes para a perícia, o que levou os policiais a buscar outros equipamentos eletrônicos.
Vale lembrar que Maria do Carmo havia conseguido uma liminar para suspender buscas em seus imóveis. A decisão foi derrubada nesta semana pelo desembargador Paulo Feitosa, do Tribunal de Justiça do Amazonas.
Apesar da declaração do delegado sobre a ocorrência de crime, a Polícia Civil ainda apura as responsabilidades individuais. O inquérito segue sob sigilo por envolver uma menor de idade.