Edificações mais altas podem estar mais propícias a sofrerem com os tremores decorrentes de terremotos em países vizinhos.
Na segunda-feira, 10 de agosto, vídeos na internet mostram janelas, cortinas e móveis balançando em edificações em Manaus, por conta dos efeitos do terremoto de magnitude 7.4 registrado na cidade de São José Del Palmar, na Colômbia.
Mas outro caso já havia assustado os manauaras.
No dia 24 de junho deste ano a cidade também teve impactos do terremoto de magnitudes 7.2 e 7.5 na Venezuela.
Porém, o engenheiro civil, Thiago de Melo, explica que, apesar da preocupação, sentir o tremor no prédio não significa que ele irá desabar. Os riscos são outros:
No Brasil, existe uma norma específica para estruturas resistentes a abalos sísmicos: a NBR 15421. Ela estabelece os requisitos de projeto para garantir a segurança de estruturas contra os efeitos de terremotos.
A capital amazonense está localizada em uma região de baixa ameaça sísmica, situação diferente, por exemplo, da Colômbia.
Por isso, os prédios em Manaus possuem exigências específicas comparadas a determinados territórios com alta atividade sísmica. Entretanto, segundo o engenheiro, isso não é sinônimo de falta de segurança.
O balanceio das edificações, dentro do esperado para o comportamento da estrutura, pode ser uma forma de segurança.
O especialista destaca que o fato do prédio balançar é também um mecanismo pensado para as construções civis:
O engenheiro reforça ainda que os tremores sentidos em Manaus não devem ser tratados como motivo de pânico, mas como prevenção. Para a criação de normas mais adequadas a construções e treinamentos específicos a moradores de prédios altos para evacuação mais rápida e segura em casos de emergência.