A professora Maurille Kukama e o filho dela, Leandro Paz, denunciam terem sido alvos de agressões de policiais militares dentro da escola Juracy Batista Gomes, na zona Norte de Manaus.
A unidade de ensino recebe o Projeto Escola Segura, Aluno Cidadão (Pesac), da Polícia Militar, e já foi denunciada por tortura contra alunos.
O episódio das supostas agressões ocorreu na última quinta-feira (24), quando a professora foi intimidada por policiais após orientar alunos que foram advertidos por estarem com cabelos "fora do padrão". No caso, alunos com cabelo comprido ou com luzes.
O filho da professora foi até a escola para proteger a mãe, mas terminou sendo agredido e ambos foram colocados em um camburão da viatura da PM, segundo a denúncia.
Nessa terça-feira (29), alunos, amigos e familiares da professora realizaram uma manifestação em frente à escola.
"Minha mãe foi coagida por um policial militar e o diretor da escola não agiu para impedir", disse Leandro Paz.
A professora ficou com hematomas nos braços e o filho dela teve a boca quebrada durante as agressões. Um Boletim de Ocorrência (B.O) foi registrado por Leandro no 27º Distrito Integrado de Polícia (DIP).
Em outubro do ano passado, a BandNews Difusora exibiu reportagem em que mães de alunos da Escola Estadual Juracy Batista Gomes denunciaram a admnistração por diversas violações.
Em uma das denúncias, os alunos chegaram a ser colocados em pátio sob o sol e tiveram cabelos cortados à força.