Uma mudança que parecia distante virou realidade na vida de Harry Benjamin, de 7 anos.
Diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista e não verbal, o menino começou a falar após iniciar a prática de jiu-jitsu.
Harry entrou na escola aos 4 anos, mas não se comunicava e tinha dificuldade de interação com outras crianças. A fala ainda não fazia parte do seu desenvolvimento.
A virada começou com o esporte. A mãe, Suzyane Nobre, de 29 anos, conta como aconteceu essa transformação no filho.
De acordo com a neuropediatra Marília Abtibol, professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), o avanço pode ser explicado pela capacidade de adaptação do cérebro infantil.
A especialista afirma que o esporte pode atuar como uma terapia complementar importante. Atividades como o jiu-jitsu ajudam na coordenação motora, foco, controle das emoções, interação social e regulação sensorial, fatores que podem contribuir diretamente para o desenvolvimento da comunicação.
Mas ela faz um alerta: o esporte não substitui os tratamentos principais.
Hoje, com os avanços do filho, Suzyane deixa um recado para outras mães de crianças com TEA, principalmente as não verbais.
A história de Harry renova a esperança de muitas famílias e mostra que investir em diferentes estímulos e acompanhamento adequado, podem mudar o futuro e o desenvolvimento de muitas crianças.