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Abril Azul: jiu-jitsu ajuda amazonense de 7 anos, autista e não verbal, a desenvolver a fala

Por Jordania Gama 25/04/2026 11:11 - há 21 horas Atualizado em 25/04/2026 11:17 - há 20 horas
Abril Azul: jiu-jitsu ajuda amazonense de 7 anos, autista e não verbal, a desenvolver a fala
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Uma mudança que parecia distante virou realidade na vida de Harry Benjamin, de 7 anos.

Diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista e não verbal, o menino começou a falar após iniciar a prática de jiu-jitsu.

Harry entrou na escola aos 4 anos, mas não se comunicava e tinha dificuldade de interação com outras crianças. A fala ainda não fazia parte do seu desenvolvimento.

A virada começou com o esporte. A mãe, Suzyane Nobre, de 29 anos, conta como aconteceu essa transformação no filho.

De acordo com a neuropediatra Marília Abtibol, professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), o avanço pode ser explicado pela capacidade de adaptação do cérebro infantil.

A especialista afirma que o esporte pode atuar como uma terapia complementar importante. Atividades como o jiu-jitsu ajudam na coordenação motora, foco, controle das emoções, interação social e regulação sensorial, fatores que podem contribuir diretamente para o desenvolvimento da comunicação.

Mas ela faz um alerta: o esporte não substitui os tratamentos principais.

Hoje, com os avanços do filho, Suzyane deixa um recado para outras mães de crianças com TEA, principalmente as não verbais.

A história de Harry renova a esperança de muitas famílias e mostra que investir em diferentes estímulos e acompanhamento adequado, podem mudar o futuro e o desenvolvimento de muitas crianças.