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PL que modifica contratação de aprendizes por empresas pode diminuir contratações, avalia Febraeda

Por Lívia Maciel 15/04/2026 11:54 - há 2 horas Atualizado em 15/04/2026 12:02 - há 2 horas
PL que modifica contratação de aprendizes por empresas pode diminuir contratações, avalia Febraeda

O Congresso Nacional discute mudanças na lei da aprendizagem profissional que podem impactar diretamente o futuro de milhares de jovens no Brasil.

Está em pauta na Câmara dos Deputados, em Brasília, o projeto que cria o Estatuto do Aprendiz.

Entretanto, emendas incluídas no texto preocupam especialistas da Federação Brasileira de Associações Socioeducacionais de Adolescentes.

A lei garante que empresas de médio e grande porte contratem jovens entre 14 e 24 anos como aprendizes, unindo estudo e prática profissional.

O contrato prevê duração de até dois anos de experiência.

Além disso, a legislação determina ainda que empresas com sete ou mais funcionários mantenham entre 5% e 15% de seus quadros compostos por aprendizes.

Esse modelo é considerado uma das principais portas de entrada para o primeiro emprego.

Porém algumas mudanças propostas por deputados neste momento de revisão do projeto, podem reduzir as obrigações das empresas.

Caso as emendas sejam aprovadas, a estimativa é de que até 500 mil vagas deixem de existir em todo o país.

Segundo o superintendente da Febraeda, Antonio Pasin, a aprendizagem é, hoje, a única política pública preventiva voltada aos jovens nesta faixa etária:

As alterações podem gerar insegurança jurídica e desestimular novas contratações, como relata o especialista.

Nesse contexto, entidades do setor iniciam uma mobilização para pressionar parlamentares e garantir a manutenção da política de aprendizagem, considerada essencial para inclusão social e qualificação da juventude.