O governador do Amazonas, Roberto Cidade, considera elevar o valor do Auxílio Estadual Permanente de 150 reais, mas condicionou o reajuste ao respeito à responsabilidade fiscal. Cidade, porém, não indicou de quanto seria esse reajuste.
Atualmente, o benefício, que é complementar ao Bolsa Família, é pago a mais de 300 mil famílias cadastradas no CadÚnico.
A declaração foi feita à BandNews Difusora FM nesta quinta-feira, dia 28, durante a entrega de um tanque tático no Centro de Operações Especiais da Polícia Militar.
Antes de renunciar, o ex-governador Wilson Lima chegou a sinalizar a possibilidade de reajuste do benefício — que não muda desde que foi criado, em 2021. Na época, o então governador declarou que a gestão tinha optado por aumentar o número de beneficiários em vez de elevar o valor.
Lima condicionou a elevação do benefício a eventuais sobras orçamentárias.
Anualmente, o programa consome 540 milhões de reais do orçamento estadual. Isso representa menos de dois por cento da peça orçamentária de 2026, estimada em 38 bilhões de reais.
Em maio do ano passado, a reportagem da BandNews Difusora revelou que o governo do Amazonas deixa de arrecadar mais de 31 bilhões de reais entre renúncias fiscais e débitos da dívida ativa do estado.
Esse recurso que deixa de entrar nos cofres públicos é quase 58 vezes maior do que o gasto anual com o auxílio estadual.