Em Manaus, a 32ª edição do Grito dos Excluídos e das Excluídas pediu o fim da jornada de trabalho 6x1, o fim da terceirização no comando dos hospitais públicos estaduais e defendeu o voto consciente em candidaturas populares.
Na capital amazonense, o evento organizado pela Arquidiocese de Manaus teve como tema: "Vida em Primeiro Lugar! Na Defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania".
A programação começou às 8h e teve como pontos altos uma missa amazônica realizada às 15h, no Inpa, presidida pelo bispo auxiliar de Manaus, Dom Samuel Ferreira de Lima. Às 16h, religiosos, membros de movimentos do terceiro setor e fiéis deixaram o Inpa em marcha até a Bola do Coroado.
Tradicionalmente frequentado por movimentos sociais e por pastorais sociais da Igreja Católica, o evento contou, neste ano eleitoral, com a presença de ao menos seis candidatos à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).
Participaram do ato o vereador José Ricardo, candidato a deputado estadual pelo PT; o Delegado Tayah, candidato a deputado federal pelo mesmo partido; o ex-secretário de Educação no primeiro governo do ex-governador Wilson Lima, Luiz Castro, candidato a uma vaga na Aleam; Vanda Witoto, candidata a deputada federal pelo MDB; Marília Freire, também candidata à Câmara Federal; Michelle Andrews, candidata à Aleam; e o ex-secretário de Produção Rural, Eron Bezerra, que disputa uma vaga no Legislativo estadual.
O padre arquidiocesano Alcimar Araújo explicou que o Grito dos Excluídos é um esforço da Igreja para incentivar a luta pela cidadania.
Ele reforçou que o movimento não tem cunho político-eleitoral e que a experiência é baseada nos ensinamentos do Evangelho e da Doutrina Social da Igreja Católica para denunciar injustiças e apoiar os mais pobres.
O presidente do Conselho Nacional do Laicato do Brasil, Josiel Augusto, orientou o público presente a não vender o voto e a votar em candidatos que defendam os interesses dos mais necessitados.
Ele pediu que os candidatos presentes no evento representem os anseios dos eleitores.
Durante a marcha, cartazes com fotos de mulheres vítimas de feminicídio e de violência doméstica também fizeram parte do cenário da manifestação.