Nove países que abrigam a floresta Amazônica discutem sobre a construção de um plano contra o desmatamento, o extrativismo de petróleo e mineração na região Pan Amazônica.
Entre os dias 16 e 21 de agosto representantes de diferentes países, inclusive do Brasil, se reúnem na cidade de Puyo, no Equador para a realização do décimo segundo Fórum Social Pan Amazônico (FOSPA).
De acordo com a militante, atriz e participante do comitê FOSPA Amazonas, Socorro Papoula, o Fórum tem como objetivo central abordar temas relevantes que cercam o bioma, a fim de obter uma solução para problemas atuais.
Neste ano, um dos eixos principais, segundo Socorro, será o debate sobre as técnicas de extração do petróleo no Equador, que recebe fortes críticas por conta do impacto ambiental.
A agenda prevê assembleias temáticas, encontros e espaços destinados aos povos mais afetados com a exploração de terras e matérias primas.
O foco é na aprovação coletiva do Plano de Ação Pan-Amazônico, que orientará a atuação da rede amazônica nos próximos anos. Segundo Socorro, o direito da natureza é um dos grandes pilares.
Criado em 2002, o Fórum já percorreu diversos países, construindo um espaço de escuta, formação política, diálogo intercultural e construção coletiva de propostas para desafios ambientais que ultrapassam fronteiras nacionais.