O Sinetram frustrou os planos da Assembleia Legislativa do Amazonas e faltou a uma audiência pública na Casa, que pretendia exigir explicações do diretor-presidente da entidade, César Teixeira, sobre a súbita suspensão do passe livre dos estudantes da rede estadual.
A expectativa era que a audiência começasse às 10h desta quinta-feira (5), no plenário Ruy Araújo, com a presença da direção do sindicato patronal e de um representante do governo do Amazonas. Estudantes ligados a variados movimentos estudantis estão desde esta quarta-feira (4) acampados na Aleam na tentativa de provocar a retomada do benefício.
Com a ausência do Sinetram, os deputados estaduais se revezaram no plenário criticando a falta de disposição da entidade em prestar esclarecimentos à Casa.
O deputado estadual Sinésio Campos (PT) classificou a suspensão do passe livre como uma espécie de greve unilateral dos empresários do setor e chegou a propor a municipalização do transporte coletivo, com a Prefeitura de Manaus prestando o serviço.
O líder do governo do Amazonas, deputado estadual Felipe Souza, reconheceu que o Estado deve valores do passe livre referentes ao primeiro semestre de 2025, mas reforçou que o pagamento não foi feito por entender que o Sinetram superdimensiona o que é devido.
O presidente da Aleam, deputado estadual Adjuto Afonso, condicionou a convocação da direção do Sinetram a um possível descumprimento da decisão liminar da Justiça do Amazonas, que determinou a retomada do passe livre dos estudantes da rede estadual.
O juiz Ronnie Frank Torres, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Manaus, deu um prazo de 24 horas nesta quarta-feira, a pedido da Defensoria Pública do Amazonas (DPE-AM), para que o Sinetram retome o benefício.
Mas, nesta quinta-feira, o Sinetram argumentou que a disponibilidade do crédito estudantil depende da liberação de uma trava técnica do sistema, que só é desfeita com o efetivo ingresso dos recursos financeiros correspondentes à sua aquisição.