Com a previsão de uma nova estiagem severa na Amazônia, o Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial do Amazonas, o Sindarma, está pedindo ao Governo do Estado a redução do ICMS sobre o óleo diesel usado por balsas e embarcações.
A proposta foi citada pelo vice-presidente do Sindarma, Madison Nóbrega, em publicação nas redes sociais e está sendo tratada com o governo.
Segundo ele, o rio está secando e o custo do transporte está subindo, com navios de grande porte já cobrando a chamada "taxa da seca". Ele afirma, que a medida é necessária para garantir o abastecimento dos municípios sem aumentar o custo do frete.
O sindicato afirma que, durante a seca, a capacidade de transporte de cargas das balsas cai pela metade (50%), enquanto os gastos com combustível, segurança e operação aumentam.
Como as empresas locais não repassam esses custos ao consumidor, a redução do imposto é apontada como alternativa para minimizar os prejuízos e manter o transporte de alimentos e combustíveis no interior.
Em 2024 e 2025, além dos preços dos combustíveis, as empresas de navegação também enfrentaram saques e roubos de embarcações por parte dos chamados "piratas dos rios" e tiveram que contratar escolta armada para não perder balsas, barcos e mercadorias.