Completar 18 anos costuma ser visto como o início da independência. Mas para muitas pessoas autistas, a chegada à vida adulta pode representar novos desafios e até a redução dos apoios que existiam na infância e adolescência.
Para alguns a situação pode até ser encarada com menos dificuldade. Matriculado na faculdade após completar 18 anos, o estudante autista, Guilherme Sampaio, de 24 anos, relata que está na segunda graduação e inserido no mercado de trabalho.
Especialistas alertam que, apesar dos avanços no debate sobre o autismo, a fase adulta ainda recebe pouca atenção.
Questões como ingresso no mercado de trabalho, uso do transporte público, administração do próprio dinheiro e construção de relacionamentos podem exigir acompanhamento e adaptações específicas.
Especialistas orientam que uma das alternativas é o acompanhamento terapêutico, permitindo que habilidades sejam desenvolvidas diretamente no dia a dia.
Segundo o psicólogo Filipe Colombini, o modelo substitui a psicoterapia realizada em consultório, que, muitas vezes, não se adapta às necessidades de alguns autistas na fase adulta.
Filipe destaca que o desenvolvimento não termina aos 18 anos e o que famílias, empresas e poder público podem fazer para tornar a vida adulta das pessoas autistas mais inclusiva:
Segundo estudos compilados pelo IBGE, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, apesar do Brasil ter aproximadamente 2,4 milhões de pessoas com Transtorno do Espectro Autista, cerca de 85% dos adultos com TEA estão fora do mercado de trabalho no país.
Especialistas reforçam que a inclusão de pessoas autistas precisa ir além da infância, garantindo oportunidades de trabalho, participação social e qualidade de vida também na fase adulta.