De janeiro até esta quarta-feira, 22 de julho, o Amazonas tem 28 pesquisas registradas no sistema PesqEle, do Tribunal Superior Eleitoral.
Os estudos mediram as intenções de voto para o Governo do Estado, Senado Federal e Presidência da República.
Para entender como uma pesquisa foi realizada, o próprio TSE disponibiliza uma plataforma aberta ao público.
No site do TSE, na área de pesquisas eleitorais, basta selecionar Eleições Gerais 2026, escolher o Estado do Amazonas, definir o período desejado e clicar em "pesquisar", assim vai ser exibida uma lista os estudos feitos.
Ao clicar na lupa ao lado de cada um deles, o cidadão tem acesso às principais informações técnicas das pesquisas.
Para o coordenador do Comitê de Opinião Pública da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa, João Meira, um dos primeiros aspectos que devem ser analisados é a distribuição da amostra entre Manaus e o interior.
A recomendação ganha ainda mais peso aqui no Amazonas, onde 53% dos eleitores vivem na capital e outros 1 milhão 329 mil estão distribuídos em 61 municípios.
O Amazonas é um Estado com mais de 2 milhões e 800 mil eleitores. João chama a atenção ainda para um aspecto fundamental dos estudos.
Segundo ele, fazer pesquisa eleitoral no Estado tem um custo elevado.
Entre as pesquisas registradas no Amazonas para medir as intenções de voto para o Governo do Estado, Senado Federal e Presidência da República neste ano, há uma diferença significativa nos valores contratados.
O levantamento de maior investimento custou R$ 337 mil, enquanto o de menor valor foi registrado por R$ 8,5 mil.
Outro ponto de atenção que o eleitor precisa ter para interpretar melhor uma pesquisa é se ela foi feita presencialmente ou por telefone.
Entre os documentos disponíveis no sistema estão o contratante da pesquisa, a origem dos recursos, a metodologia utilizada, o plano amostral, a ponderação por sexo, idade, escolaridade e nível econômico, a margem de erro, o intervalo de confiança, o sistema de controle da coleta de dados, além do questionário aplicado, do detalhamento dos bairros e municípios pesquisados, da declaração do responsável técnico e do relatório completo do levantamento.
Todas essas informações podem ser consultadas gratuitamente no portal do Tribunal Superior Eleitoral Basta acessar tse.jus.br
Especialista em Direito Eleitoral, Maria Benigno explica quais impactos uma pesquisa realizada sem observar critérios técnicos pode causar ao processo eleitoral e à democracia, além das consequências jurídicas para levantamentos que, após denúncia e análise da Justiça Eleitoral, sejam considerados irregulares.
A multa em caso de irregularidades pode chegar a R$ 1,7 milhão.