Os professores da rede municipal de ensino de Manaus querem negociar um aumento salarial real de 12% diretamente com o prefeito Renato Júnior. Nessa segunda-feira, dia 25, um dos sindicatos da categoria, a Asprom Sindical, reuniu a classe para pedir que a Câmara Municipal faça intermédio do diálogo com o chefe do Executivo.
As negociações com a Secretaria de Educação foram encerradas pela própria pasta, depois que os professores recusaram uma proposta de reajuste de 4% com base na inflação.
A entrada dos professores nas galerias da Câmara chegou a ser vetada temporariamente pela presidência da Casa. Mas, após pressão da oposição, os trabalhadores conseguiram ocupar o espaço.
Por causa do tumulto, a sessão plenária ficou suspensa por mais de uma hora. Na retomada dos trabalhos, a liderança do prefeito pediu urgência na tramitação do projeto que reajusta o salário dos profissionais da educação apenas pela inflação.
No plenário, a base governista aprovou o regime de urgência, com o voto contrário de oito vereadores. Logo em seguida, a proposta foi encaminhada para a Comissão de Constituição, Justiça e Redação.
A oposição considerou o movimento uma manobra para atropelar o debate. Antes da votação, o líder do prefeito na Casa, vereador Eduardo Alfaia, afirmou que o Executivo está disposto a conversar, mas ressaltou que a Câmara não vai esperar a negociação para analisar o texto enviado pelo município.
O diretor jurídico da Asprom Sindical, Lambert Melo, recebeu a declaração com surpresa. Segundo ele, o sindicato ainda não foi procurado por nenhum vereador da base governista.
No ano passado, os professores do município chegaram a entrar em greve durante a tramitação da reforma da previdência municipal na Câmara. A matéria acabou aprovada, aumentando a idade mínima e o tempo de contribuição para a aposentadoria da categoria.