A Polícia indicia dois diretores do hospital Santa Júlia entre os responsáveis pela morte do menino Benício Xavier, de 6 anos. Antônio Guilherme Lopes de Macedo e Edson Sarkis Júnior foram indiciados por homicídio culposo devido a problemas relacionados a administração hospitalar do Hospital Santa Júlia no momento do atendimento a Benício. A polícia pede ainda o afastamento deles das atividades.
A médica que fez a prescrição errada e a técnica de enfermagem que aplicou a injeção de adrenalina, também foram indiciadas.
A Polícia também confirmou em laudo que Benício Xavier foi vítima de um “erro médico grosseiro” e morreu por causa de uma “overdose de adrenalina” aplicada na veia, quando o correto seria a administração por inalação.
A criança chegou no Hospital Santa Júlia em novembro de 2025 com sintomas leves de laringite, sem quadro de gravidade. Mesmo assim, a médica Juliana Brasil prescreveu adrenalina para aplicação intravenosa.
A técnica de enfermagem Raiza Bentes, mesmo após ser questionada pela mãe da criança sobre a dose ser intravenosa, seguiu com a aplicação.
A medicação inadequada causou a morte de Benício em um hospital particular de Manaus.
A investigação do caso constatou ainda que, na data dos fatos, havia apenas três enfermeiros e nenhum farmacêutico para cinco setores de pronto atendimento (triagem, pronto socorro pediátrico, pronto socorro adulto, sala vermelha, e pronto socorro de obstetrícia/ ginecologia).