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Secretária explica déficit em gestão terceirizada de hospitais como "questão contábil"

As duas unidades são administradas pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH) dede 2019.

Por Jefferson Ramos 04/05/2026 14:44 - há 16 horas Atualizado em 04/05/2026 17:33 - há 13 horas
Secretária explica déficit em gestão terceirizada de hospitais como "questão contábil"
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A secretária de Saúde do Amazonas, Nayara Maksoud, minimizou o déficit registrado nas contas do Complexo Hospitalar Zona Norte — que integra o Hospital Delphina Aziz e a UPA Campos Salles.

As duas unidades são administradas pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH) dede 2019.

Em entrevista à BandNews Difusora FM, a secretária afirmou que a relação entre déficit e superávit é uma questão contábil.

A secretária alega que há dinheiro em caixa para as operações. Mas o relatório da auditoria técnica mostra que no dia 31 de dezembro, faltavam 889 mil reais no caixa da UPA Campos Salles.

Secretária de Saúde, Nayara Maksoud (Reprodução/SES-AM)
Secretária de Saúde, Nayara Maksoud (Reprodução/SES-AM)

A unidade teve o contrato renovado por mais um ano com reajuste em mais sete milhões de reais nos repasses parcelados de seis vezes.

No último dia 14 de abril, a BandNews Difusora revelou que uma auditoria independente apontou um rombo de mais de 27 milhões de reais nas contas do Delphina Aziz e de 3 milhões e 600 mil reais no balanço da UPA Campos Salles.

Nayara Maksoud reforçou o posicionamento da pasta e garantiu que os serviços oferecidos no complexo seguem sem qualquer prejuízos. A secretária afirmou ainda que cobra da empresa terceirizada eficiência para "realizar mais com menos".

O balanço das contas mostra que as maiores despesas do complexo foram com serviços de terceiros. Em 2025, o Hospital Delphina Aziz comprometeu 61% do orçamento de 283 milhões de reais com esses gastos.

De acordo com a auditoria, ambas as unidades registraram aumento na demanda por especialidades e atualização de custos de fornecedores.

Na prática, o termo 'contábil', citado pela secretária, refere-se ao histórico de lucros e pagamentos. Já o 'financeiro' acompanha a disponibilidade imediata de dinheiro em caixa para pagar funcionários, por exemplo.