A secretária de Saúde do Amazonas, Nayara Maksoud, minimizou o déficit registrado nas contas do Complexo Hospitalar Zona Norte — que integra o Hospital Delphina Aziz e a UPA Campos Salles.
As duas unidades são administradas pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH) dede 2019.
Em entrevista à BandNews Difusora FM, a secretária afirmou que a relação entre déficit e superávit é uma questão contábil.
A secretária alega que há dinheiro em caixa para as operações. Mas o relatório da auditoria técnica mostra que no dia 31 de dezembro, faltavam 889 mil reais no caixa da UPA Campos Salles.
A unidade teve o contrato renovado por mais um ano com reajuste em mais sete milhões de reais nos repasses parcelados de seis vezes.
No último dia 14 de abril, a BandNews Difusora revelou que uma auditoria independente apontou um rombo de mais de 27 milhões de reais nas contas do Delphina Aziz e de 3 milhões e 600 mil reais no balanço da UPA Campos Salles.
Nayara Maksoud reforçou o posicionamento da pasta e garantiu que os serviços oferecidos no complexo seguem sem qualquer prejuízos. A secretária afirmou ainda que cobra da empresa terceirizada eficiência para "realizar mais com menos".
O balanço das contas mostra que as maiores despesas do complexo foram com serviços de terceiros. Em 2025, o Hospital Delphina Aziz comprometeu 61% do orçamento de 283 milhões de reais com esses gastos.
De acordo com a auditoria, ambas as unidades registraram aumento na demanda por especialidades e atualização de custos de fornecedores.
Na prática, o termo 'contábil', citado pela secretária, refere-se ao histórico de lucros e pagamentos. Já o 'financeiro' acompanha a disponibilidade imediata de dinheiro em caixa para pagar funcionários, por exemplo.