O comando da Polícia Militar do Amazonas nega a inexistência de regras disciplinares para punir policiais que se autopromovem nas redes sociais por meio de símbolos e operações da instituição.
Em entrevista à BandNews Difusora FM, o comandante da PM, coronel Klinger Paiva, afirmou que a instituição está alerta para apurar eventuais excessos no uso de redes sociais, especialmente durante o período eleitoral.
Um estudo do Instituto Sou da Paz aponta que a Polícia Militar do Amazonas é uma das 19 instituições que não possuem normas para regulamentar o uso de redes sociais por agentes de segurança pública.
O relatório denominado “Policiais Influenciadores: Regulação do uso de redes sociais por policiais no Brasil” evidencia que o uso das redes se tornou uma ferramenta estratégica para impulsionar candidaturas de agentes das forças de segurança.
Klinger Paiva defende a liberdade de expressão da classe, mas enxerga, em certos episódios, um "interesse político".
Na eleição de 2024, o policial Alexandre Salazar, conhecido como Sargento Salazar, foi o candidato a vereador mais bem votado, com 22,5 mil votos. Ele utilizou perfis nas redes sociais para criticar a gestão do ex-prefeito David Almeida (Avante) e do ex-governador Wilson Lima (União).
O Sou da Paz sugere às polícias a proibição de postagens com símbolos e bens da corporação — como fardas, armas e viaturas — e a responsabilização célere, no período eleitoral, de agentes do quadro ativo e da reserva.