A dívida ativa de Manaus cresceu mais de meio bilhão em um ano. Em 2024, contribuintes (pessoas físicas e jurídicas) deviam R$ 11,6 bilhões. No ano seguinte, os débitos registrados na Fazenda Municipal subiram para R$ 12,2 bilhões. A inadimplência refere-se a débitos de impostos, multas e taxas municipais.
O crescimento dos débitos aumentou quase 5%, ou R$ 558,2 milhões em um ano. Esses recursos, cobrados judicialmente pela Procuradoria-Geral do Município, fazem falta ao orçamento municipal.
O orçamento de 2026 é de R$ 12 bilhões. Caso todo o recurso devido fosse recuperado, a disponibilidade de verba subiria para R$ 24,2 bilhões.
O vereador Zé Ricardo (PT) defende que a estrutura da Secretaria Municipal de Finanças seja ampliada para dar conta da cobrança da dívida crescente.
Ele propõe, ainda, que a parcela dos débitos resgatados seja usada para construir novas escolas — eliminando gastos com aluguéis — e para ampliar a rede de drenagem.
O vereador Rodrigo Guedes (Republicanos) reconhece que a existência dessa dívida prejudica a coletividade.
Os maiores devedores são: Unimed Manaus, IBF da Amazônia, Fundação Fucapi e Moto Honda da Amazônia. Juntos, os quatro devem R$ 1,3 bilhão.