A Justiça determina novas medidas no processo que investiga a morte do menino Benício Xavier de Freitas, em Manaus, e limita a 16 o número de testemunhas que podem ser apresentadas pela médica Juliana Brasil Santos.
A decisão é da juíza Scarlet Braga Barbosa Viana, da 1ª Vara do Tribunal do Júri.
A Justiça também autorizou o acesso a imagens de câmeras do hospital, prontuários e registros de atendimento, além de dados do sistema eletrônico usado pela unidade.
A defesa ainda poderá analisar alertas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, sobre possíveis falhas no sistema.
Benício morreu em novembro de 2025, durante atendimento em um hospital particular de Manaus.
Durante o atendimento a enfermeira teria aplicado uma dose de adrenalina na veia que deveria ter sido administrada via inalação.
Logo após o procedimento, o menino teria dito a mãe "meu coração está queimando" e foi levado para a UTI onde faleceu horas depois.
Juliana Brasil Santos e a técnica de enfermagem Raíza Bentes Praia respondem por homicídio qualificado, segundo denúncia apresentada Ministério Público do Amazonas.