A doze dias do segundo turno, a direita no Amazonas quer rivalizar com a esquerda, que colocou, no último domingo (11), quase 100 mil pessoas nas ruas do Centro, e promete lotar a Ponta Negra com o "bloquinho 22", encabeçado pelo deputado federal mais votado do país, Nikolas Ferreira (PL).
O ato bolsonarista está marcado para a próxima segunda-feira (19), na rotatória da Ponta Negra. A informação foi confirmada pelo deputado federal Capitão Alberto Neto.
Segundo ele, o movimento visa a fortalecer a campanha de Maria do Carmo ao governo e aumentar a votação do senador Flávio Bolsonaro no estado, onde ele perdeu para o presidente Lula no primeiro turno.
Do outro lado, partidos de esquerda, liderados pelo PT, reuniram o maior público em uma manifestação na capital amazonense desde a redemocratização.
O esforço é uma tentativa de virar votos para Lula, que fechou o primeiro turno quase 2% dos votos válidos atrás de Flávio Bolsonaro. A manifestação se concentrou no Largo de São Sebastião, com deslocamento pelas ruas do Centro até a antiga Penitenciária Raimundo Vidal Pessoa.
A Polícia Militar e a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP) não divulgaram uma estimativa oficial de público.
O coordenador de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Amazonas, o ex-deputado federal Marcelo Ramos, acredita que mais de 90 mil pessoas participaram do ato.
Marcelo disse que a manifestação tinha cunho popular e justificou a ausência do candidato ao governo do Amazonas, o senador Omar Aziz, e do senador reeleito Eduardo Braga.
Um novo ato já está programado para ocorrer neste sábado (17), às 16h, na Ponta Negra. O local foi escolhido para rivalizar com a direita, segundo o presidente estadual do PCdoB no Amazonas, Yan Ivanovick.
No primeiro turno, Lula venceu no Amazonas, mas perdeu na capital amazonense, o maior colégio eleitoral do estado.