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Após esquerda reunir multidão no centro de Manaus, direita prepara resposta na Ponta Negra

Por Jefferson Ramos 13/10/2026 14:56 - há 3 horas Atualizado em 13/10/2026 15:38 - há 2 horas
Após esquerda reunir multidão no centro de Manaus, direita prepara resposta na Ponta Negra
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A doze dias do segundo turno, a direita no Amazonas quer rivalizar com a esquerda, que colocou, no último domingo (11), quase 100 mil pessoas nas ruas do Centro, e promete lotar a Ponta Negra com o "bloquinho 22", encabeçado pelo deputado federal mais votado do país, Nikolas Ferreira (PL).

O ato bolsonarista está marcado para a próxima segunda-feira (19), na rotatória da Ponta Negra. A informação foi confirmada pelo deputado federal Capitão Alberto Neto.

Segundo ele, o movimento visa a fortalecer a campanha de Maria do Carmo ao governo e aumentar a votação do senador Flávio Bolsonaro no estado, onde ele perdeu para o presidente Lula no primeiro turno.

Do outro lado, partidos de esquerda, liderados pelo PT, reuniram o maior público em uma manifestação na capital amazonense desde a redemocratização.

O esforço é uma tentativa de virar votos para Lula, que fechou o primeiro turno quase 2% dos votos válidos atrás de Flávio Bolsonaro. A manifestação se concentrou no Largo de São Sebastião, com deslocamento pelas ruas do Centro até a antiga Penitenciária Raimundo Vidal Pessoa.

A Polícia Militar e a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP) não divulgaram uma estimativa oficial de público.

O coordenador de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Amazonas, o ex-deputado federal Marcelo Ramos, acredita que mais de 90 mil pessoas participaram do ato.

Marcelo disse que a manifestação tinha cunho popular e justificou a ausência do candidato ao governo do Amazonas, o senador Omar Aziz, e do senador reeleito Eduardo Braga.

Um novo ato já está programado para ocorrer neste sábado (17), às 16h, na Ponta Negra. O local foi escolhido para rivalizar com a direita, segundo o presidente estadual do PCdoB no Amazonas, Yan Ivanovick.

No primeiro turno, Lula venceu no Amazonas, mas perdeu na capital amazonense, o maior colégio eleitoral do estado.