O presidente da Âmbar Amazonas Energia, João Pilla, responsabilizou o aumento no consumo de energia devido ao verão amazônico, os desvios de energia — conhecidos popularmente como "gatos" — e a cobrança da taxa de iluminação pública pela elevação na conta de luz sentida nos lares de Manaus.
O CEO da empresa, que integra o conglomerado J&F, minimizou o papel do lucro e dos encargos operacionais da Âmbar no preço final do serviço. Ele pediu paciência aos consumidores, alegando que a empresa administra o sistema elétrico amazonense há menos de quatro meses.
João Pilla foi ouvido nesta segunda-feira (24) na Câmara Municipal de Manaus (CMM), que já conta com assinaturas suficientes para instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de apurar denúncias de suposto sobrepreço praticado pela concessionária.
Durante a audiência pública, João anunciou que, até 2031, a Âmbar investirá cerca de R$ 4 bilhões em recursos próprios no sistema de derivação de ramal. O sistema emprega um cabeamento especial com revestimento metálico, apontado por consumidores como um dos responsáveis pelo alegado aumento na conta — o que a empresa nega.
Conforme a apresentação feita aos vereadores, o consumo de energia elétrica é responsável por quase 45% da composição da tarifa. Outros 30,30% referem-se às perdas com desvios de energia, enquanto os encargos — que incluem a margem de faturamento da distribuidora — representam menos de 1%.