O Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu quase duas mil denúncias de assédio eleitoral durante as eleições deste ano. Ao todo, foram 1.937 registros, sendo 946 apenas no período entre o primeiro e o segundo turno.
Diante das denúncias, o órgão entrou com 59 ações na Justiça e conseguiu 52 decisões urgentes para proteger a liberdade de voto dos trabalhadores.
Também foram firmados 53 acordos com empregadores, que assumiram o compromisso de não interferir nas escolhas políticas dos funcionários.
Entre as irregularidades denunciadas estão empresas acusadas de dificultar a saída de trabalhadores para votar e manifestações incentivando a demissão de empregados por suas preferências políticas.
O MPT reforça que nenhum trabalhador pode sofrer ameaças, pressões ou punições por apoiar determinado candidato ou partido. A liberdade de escolha política é um direito garantido pela legislação brasileira.