O Ministério Público Federal relata à Comissão Interamericana de Direitos Humanos os impactos da mineração ilegal na Amazônia e ligação com o crime organizado.
As informações constam em relatório que aponta violações graves e indica que o garimpo ilegal já funciona como uma economia paralela ligada ao crime organizado.
Segundo o MPF, as informações reforçam uma apresentação feita em março e podem levar a recomendações ao Brasil.
Caso não sejam cumpridas, o país pode ser acionado na Corte Interamericana.
O relatório destaca a contaminação por mercúrio como uma das principais crises ambientais e de saúde, com riscos para ribeirinhos e indígenas, incluindo danos neurológicos em crianças.
O MPF também aponta falhas no monitoramento, entrada ilegal de substâncias tóxicas e normas que ainda permitem o uso de mercúrio no garimpo, contrariando acordos internacionais.
O documento cita ainda impactos sociais, como a crise na Terra Yanomami, e alerta para projetos no Congresso que podem enfraquecer a fiscalização ambiental.