Por Jefferson Ramos
A vice-governadora e deputada estadual Alessandra Campelo, eleita na chapa do senador Omar Aziz ao governo do Amazonas, avalia que a relação com a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) deverá ser pautada pela transparência e pela fiscalização.
Em entrevista à BandNews Difusora FM, Alessandra Campelo afirmou não temer que a Casa tente condicionar o apoio ao governo ao aumento do percentual das emendas parlamentares impositivas, que hoje reservam 2,55% do orçamento estadual.
Agora do outro lado, como ordenadora de despesas e chefe do Executivo, a parlamentar evitou classificar esse dispositivo como ingerência do Legislativo na formulação do orçamento.
O deputado estadual reeleito Rozenha, líder do PSD na Aleam — partido do governador eleito Omar Aziz —, defendeu a existência do orçamento impositivo dos deputados estaduais e destacou que a execução das emendas não vai depender de apoio.
Somente no Orçamento de 2026, aprovado em dezembro do ano passado, os 24 deputados estaduais reservaram R$ 959,8 milhões em emendas impositivas de bancada e individuais.
As individuais correspondem a 1,55% e as de bancada a mais 1% do orçamento do Estado, que em 2026 foi de R$ 37,6 bilhões.
Em 2021, foram criadas as emendas de bancada. Em 2022, a Aleam também aprovou uma proposta do Governo do Estado que obriga o pagamento de 60% das emendas parlamentares por meio de transferência especial — conhecidas como "emendas Pix", que transferem recursos diretamente da conta do Estado para a do beneficiário, o que dificulta o acompanhamento pelos órgãos de controle.