Além dos alertas de seca extrema já emitidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) uma nova situação preocupa a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) e as empresas de navegação no Amazonas: o ritmo acelerado da vazante.
Isso significa que os níveis dos rios podem chegar ao extremo antes do tempo previsto.
A medida pode aumentar o esforço logístico, impactar o transporte de passageiros e o abastecimento de Manaus, é o que afirma o Diretor-geral da ANTAQ, Frederico Dias .
A velocidade da vazante ajuda a explicar a preocupação.
No último dia 19 de agosto, o Rio Negro baixou 18 centímetros em apenas um dia. Em uma semana, a redução chegou a 61 centímetros em Manaus.
Frederico Dias afirma ainda que a Antaq tem orientado os terminais sobre medidas para atenuar os impactos da seca, principalmente para que a população sofra o mínimo possível os efeitos.
A preocupação acontece em meio a um período prolongado de tempo seco.
Manaus não registra chuva significativa há quase dois meses.
Em todo o mês passado, foram apenas 11,6 milímetros, o menor volume para julho desde 2000, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Nos primeiros 12 dias de agosto, não houve registro de chuva na capital.
Segundo o pesquisador Marcus Suassuna, do Serviço Geológico do Brasil, a falta de chuva já atinge diferentes áreas da bacia e pode contribuir para prolongar o período de vazante.
Segundo ele, para a navegação, o principal desafio está nos próximos meses. Se a chuva demorar a voltar e a vazante continuar acelerada, será preciso adaptar as operações para garantir segurança e reduzir os impactos no transporte e no abastecimento da população.