No Amazonas, as unidades de conservação administradas pelo estado concentram a maioria dos focos de queimada registrados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) entre os dias 17 e 23 de setembro.
Essas áreas ocupam menos de 13% do território amazonense, enquanto as unidades federais e terras indígenas representam 44%. A Secretaria de Meio Ambiente do Amazonas (Sema) administra 42 unidades de conservação.
No período, foram captados 63 focos em 12 unidades de conservação estaduais, 54 focos em 19 terras indígenas e 18 focos em cinco unidades de conservação federais.
Nesta quarta-feira (23), durante a apresentação do balanço da operação Amazonas+Verde, voltada ao combate de incêndios na capital e no interior, o diretor-presidente do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Gustavo Picanço, afirmou que o estado reprime incêndios criminosos com embargos e multas.
Gustavo também apontou que, entre os dias 1º e 19 de setembro, 65% dos incêndios foram detectados em áreas da União.
As Áreas de Proteção Ambiental Margem Direita do Rio Negro (Setor Paduari-Solimões) e Caverna do Moroaga, em Presidente Figueiredo, além da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Juma, somam 40% das queimadas.
A Área de Proteção Ambiental do Rio Negro compreende os municípios de Iranduba, Manacapuru e Novo Airão.
A RDS do Juma fica localizada em Novo Aripuanã, município que registrou 154 focos — a maior concentração no estado e a segunda no Brasil, atrás somente de Altamira, no Pará, com 177.
Nos últimos sete dias, o acumulado de focos de incêndio no Amazonas foi de 1.275, um aumento de 338 em comparação com o mesmo período do ano passado.
Na mesma época em 2025, eram as unidades de conservação federais e as terras indígenas que lideravam o número de focos de queimadas.
Essas áreas são acompanhadas pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pelo ICMBio, no caso das unidades de conservação.