Por Jefferson Ramos
Na semana da eleição, quatro das sete candidaturas ao governo do Amazonas já consumiram a maior parte dos recursos arrecadados junto ao fundo eleitoral e doações privadas.
O teto de gastos determinado pela Justiça Eleitoral é de 7 milhões e 115 mil reais. A candidata ao governo pelo PL, Maria do Carmo, foi a que mais se aproximou desse limite.
De acordo com a prestação de contas disponível no DivulgaCand do último dia 24, a candidata apresentou despesas de 5 milhões e 972 mil reais, com receitas de 4 milhões e 530 mil.
A receita menor do que a despesa é fruto da indisponibilidade de informações sobre a entrada de recursos, o que pode ser ajustado na próxima prestação de contas.
O principal gasto da empresária foi com serviços advocatícios. O serviço consumiu pouco mais de 21% de tudo o que foi arrecadado pela candidata.
O candidato a governador pelo PSD, senador Omar Aziz, gastou 94% da receita declarada ainda no dia 12 de setembro. O senador declarou que levantou 6 milhões e 120 mil reais e despesas de mais de 5 milhões.
No caso de Omar, a metade dos gastos foi com militância e mobilização de rua.
O governador Roberto Cidade, que também disputa a reeleição, consumiu 96% do dinheiro levantado para a campanha. Ele apresentou uma receita de 5 milhões e 119 mil reais e despesas de pouco mais de 4 milhões e 900 mil.
33,20% foram aplicados em mobilização de rua.
A prestação de contas do candidato pelo Avante, David Almeida, também trouxe despesas maiores que a receita.
O político declarou ter gastado 4 milhões e 553 mil reais. 253 mil reais a mais do que os 4 milhões e 300 mil declarados como receita.
A origem dos recursos é majoritariamente pública, do fundo eleitoral. A doação privada ocorreu, mas representa menos de um por cento dos valores declarados.