Entidades de direitos humanos do Amazonas apontam que familiares de pessoas privadas de liberdade passaram horas sem qualquer informação sobre parentes presos no Complexo Prisional Anísio Jobim (Compaj), localizado na BR-174.
Segundo ofício do Coletivo Entre Elas - Defensoras de Direitos Humanos e do Desencarcera Amazonas -, esses familiares esperaram desde as primeiras horas da manhã deste domingo (13) até o começo da tarde para entrar na unidade prisional, enquanto dezenas de viaturas da polícia ingressavam no ramal de acesso e um helicóptero sobrevoava o local.
O documento informa ainda que, por volta das 12h40, uma ambulância deixou o Compaj em direção à rodovia.
A nota da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), divulgada no final da tarde, menciona apenas que as visitas foram suspensas como medida de segurança devido a uma tentativa de fuga frustrada pelas autoridades.
As duas organizações da sociedade civil, que acompanham as condições carcerárias no estado, pedem que seja realizada uma inspeção no Compaj e que os detentos sejam ouvidos para averiguar se houve uso excessivo da força, maus-tratos, torturas, feridos ou encaminhamentos ao hospital.
O pedido de informações foi encaminhado na noite de ontem a órgãos do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) e da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Amazonas (OAB-AM).