Uma médica do Hospital Regional Municipal de Manicoré é denunciada por homicídio duplamente qualificado.
A acusação do aponta supostas condutas e omissões no atendimento de gestante com pré-eclâmpsia que evoluiu para complicações e morte.
A investigação teve início após o marido da vítima procurar a Promotoria de Justiça e relatar que a família não teria recebido informações adequadas sobre o estado de saúde da paciente e a gravidade do quadro clínico.
Segundo o MPAM, o hospital municipal não dispunha de unidade de terapia intensiva (UTI) nem de estrutura adequada para o atendimento do quadro apresentado.
A denúncia também aponta que teria sido prescrito medicamento ao qual a paciente possuía alergia, informação que, segundo a Promotoria, estava expressamente registrada na ficha anestésica e nas anotações da equipe de enfermagem.
Entre os pedidos apresentados à Justiça está o afastamento cautelar da médica do exercício de suas funções no Hospital Regional de Manicoré durante a instrução criminal.
O Ministério Público também pede a fixação de valor mínimo para reparação dos danos morais causados aos familiares da vítima, em quantia mínima de R$ 100 mil.