O município de Humaitá é a segunda cidade do Amazonas a decretar emergência na saúde por causa dos impactos do período de seca severa dos rios. A medida foi publicada nesta quinta-feira (20), mas o decreto é do dia 7 de agosto.
Segundo a Prefeitura, a redução do nível dos rios e as restrições de navegação estão prejudicando o transporte de pacientes, o deslocamento de equipes e o abastecimento de medicamentos e insumos.
A situação também dificulta o acesso de moradores de comunidades rurais e ribeirinhas aos serviços de saúde.
Entre as medidas previstas estão o reforço dos atendimentos nessas localidades, criação de estoques estratégicos de medicamentos e soluções emergenciais para transporte sanitário. O decreto terá validade de até 180 dias.
Na última segunda-feira, dia 17, o município de Novo Aripuanã também decretou emergência na saúde e no próprio município por causa da estiagem severa prevista para este ano.
Lembrando, que a previsão do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) é de que o Amazonas enfrente estiagem severa que podem chegar a níveis históricos piores que o de 2023 quando mais de 600 mil pessoas foram afetadas em todos os 62 municípios do Amazonas.
Além disso, o Inmet aponta agravamento do fenômeno El Niño que deve se estender até 2027 com risco risco maior de queimadas, redução da disponibilidade de água e queda dos níveis dos rios, o que pode afetar a navegação e o abastecimento de comunidades ribeirinhas por tempo maior que o prevista pelas autoridades brasileiras anteriormente.