A Prefeitura de Humaitá, no sul do Amazonas, decreta emergência climática preventiva por 180 dias devido as previsões de estiagem e seca severa.
A medida considera as projeções para o fenômeno El Niño 2026/2027, com previsão de chuva abaixo da média, temperaturas elevadas e risco de estiagem em níveis históricos, com risco de redução severa dos níveis dos rios, queimadas e incêndios florestais.
O decreto, publicado no Diário Oficial dos Municípios nesta terça-feira (25), foi assinado pelo prefeito Dedei Lobo e também cita os impactos que a seca pode causar no transporte pelo Rio Madeira, no abastecimento, na saúde, na educação e no acesso às comunidades rurais e ribeirinhas.
Em Porto Velho, Rondônia, o nível do Rio Madeira já está a 20 centímetros da cota de atenção de 4 metros e a Defesa Civil Municipal já intensificou o monitoramento dos pontos mais críticos.
No Amazonas, a Defesa Civil de Humaitá terá até 15 dias para atualizar o plano municipal de contingência, com ações para enfrentar estiagem, seca, fumaça e incêndios.
O município esclarece que a medida é preventiva e não caracteriza, neste momento, situação de emergência ou calamidade pública por desastre.
A prefeitura já tinha decretado emergência na saúde na quinta-feira (20.08) por causa dos impactos do período de seca severa dos rios no transporte de pacientes, o deslocamento de equipes e o abastecimento de medicamentos e insumos.
Outros municípios:
No Amazonas, o município de Novo Aripuanã também decretou emergência na saúde e no próprio município, no dia 17 de agosto, por causa da estiagem severa prevista para este ano.