Quatro anos após os assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, o julgamento dos réus ainda não foi concluído na Justiça Federal.
O crime, ocorrido no dia 5 junho de 2022 no Vale do Javari, no Amazonas, segue em fase de tramitação judicial.
Amarildo da Costa Oliveira e Jefferson da Silva Lima, principais acusados de participação direta no crime respondem por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, mas ainda aguardam julgamento pelo Tribunal do Júri.
Em fevereiro deste ano, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região determinou a transferência do julgamento de Tabatinga para Manaus, mas ainda não há sentença definitiva.
O caso também envolve outros investigados, já denunciados pelo Ministério Público Federal, como Rubém Dario da Silva Villar, o "Colômbia", apontado como mandante dos assassinatos.
Mesmo após quatro anos, entidades e organizações seguem cobrando justiça pelas mortes que tiveram repercussão internacional.
Bruno e Dom sofreram uma emboscada e desapareceram no dia 5 de junho de 2022. Após dias de buscas, os corpos foram encontrados em uma área de difícil acesso no dia 15 de junho.
Estão presos e aguardam julgamento o Colômbia, denunciado como mandante; Amarildo da Costa Oliveira (conhecido pelo “Pelado”); e Jefferson da Silva Lima (“Pelado da Dinha”). Oseney da Costa Oliveira foi excluído do júri popular por falta de provas e teve a prisão preventiva convertida em prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica.