O cardeal-arcebispo metropolitano de Manaus, Dom Leonardo Steiner, disse que pode entrar qualquer governo que a padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, não será destituída.
O religioso lembrou que a nomeação de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil não depende do Congresso e advertiu que podem acabar com o feriado, mas não com a padroeira.
Apesar de não haver indícios de que o senador Flávio Bolsonaro, caso eleito, vai se mobilizar para retirar o título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira dos brasileiros, o bispo JB Carvalho, da igreja evangélica Comunidade das Nações, na qual Flávio foi batizado, dedicou um livro inteiro para atacar a santa, classificando-a como entidade pagã e braço direito de Satanás.
A retirada do título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida repercutiu na campanha presidencial no primeiro turno após a jornalista Maria Cristina Fernandes comentar na GloboNews que setores da Igreja Católica estudavam formas de reagir aos ataques contra a santa.
O comentário da jornalista foi retirado de contexto e usado nas redes sociais para viralizar publicações que acusavam Flávio Bolsonaro e denominações evangélicas de quererem ressuscitar um projeto de lei arquivado em 2008, o qual pretendia acabar com o feriado de Nossa Senhora e rebatizar Aparecida apenas como padroeira dos católicos apostólicos romanos.